quarta-feira, 4 de agosto de 2010

inspiração devocional

Em todos os momentos em nossa vida, se dedicarmos nossos pensamentos em ideação a Suprema Consciência, estaremos praticando a devoção.
Se olharmos para fora através das janelas dos carros, se observarmos melhor o mundo em que estamos inseridos, veremos com o coração em que belo e lindo lugar escolhemos para viver. Imagino, e lembro-me também das aulas de geografia, quando o professor dizia das dimensões do nosso querido planeta. Desconsiderando o pensamento de que a vida surgiu na Terra, quando surgiu a primeira bactéria... a vida sempre existiu, a vida é Deus. A vida não começa a existir com bactérias, ou deixa de existir com a morte. Tudo é vida, Consciência Suprema.
Imaginemos então, quão grande pode ser a dimensão da vida, em que estamos inseridos e fazemos parte, e quão grande é esse planeta do qual fazemos parte, nossa querida Terra.
Gaia, assim como todo organismo, como tudo, que é orgânico, pois tudo que conhecemos veio de Gaia, sofre transformações, manifesta-se de inúmeras formas, assim como inúmeras são as possibilidades, e conseqüentemente essas transformações  refletem em nós, seres humanos e em tudo, pois somos um só.
Classificar como catástrofes essas transformações, é ter uma visão muito pessimista do nosso querido Planeta.
Realmente pode parecer muito triste estarmos a mercê das adversidades da vida na Terra, porém essa é uma ancestral verdade, da qual estamos a fugir com muito medo. Se não foi dessa forma que chegamos a construir verdadeiras fortalezas, a nos afastarmos da natureza, de nós mesmos, a sustentarmos a crença de uma segurança ilusória no dinheiro...
Quando nos vemos diante de fatos, como ondas gigantes, terremotos, que podem devastar estruturas inteiras como cidades, sentimos nossa incapacidade diante da grande força que há além de nós, e muito sensibilizados por aquelas pessoas que sofreram traumas e perdas. No momento seguinte queremos logo achar soluções para que tudo se acalme, para que a Natureza não tenha mais essas manifestações naturais.
A Natureza tem um poder muito grande, e ela se manifesta constantemente, pois como nós ela está em processo.
Devemos aceitar essa proporção. Aceitar que apesar de possuirmos faculdades diferentes dos outros animais, que nos permite avaliar nossa existência, não significa que somos superiores, e que adiante de nós há mais vida, com outras faculdades, inclusive a própria faculdade que nos criou.
Comparando a terra com um ovo, para termos uma noção, a crosta da terra, na qual construímos nossas estruturas, é como se fosse aquela película que fica embaixo da casca. Pois é, então qualquer coceirinha que a Terra dê, para nós gera uma "catástrofe".

Assim, devemos aceitar com amor o que a Terra nos dá, nossas meditações devem ser de comunhão com a Terra, com o Todo, e não devem ser estimuladas pelo medo de um fim. Tudo é vida, na vida.
NAMASKAR



segunda-feira, 22 de março de 2010

ao papel em branco


Quão perigoso, libertino e sagrado és tu, límpido, claro, receptivo e inocente papel em branco. Disposto a tudo, fulgaz e delicado. Nenhuma palavra adjetiva é capaz de rabiscar-lhe por inteiro e preencher-lhe por inteiro. Nenhuma palavra poderia sequer existir como tal, sem a gentileza de sua força. Assim igual brinca a boca à espera do beijo, querido papel em branco, brincas com minha'alma. És fonte de todo murmúrio e discórdia da classe humana. Aos seus pés ajoelham-se cleros, juizes, sábios, genios e suicidas. Em sua face pálida contém toda indiferença de um tapa ou de um afago. És cúmplice eterno da mente mundana, guardião interrupto até daquilo que nem ainda tem forma, nem vida. É de ti que nasce toda loucura e toda paz, é em ti que posso encontrar-me, somente aqui.E agora, como uma chave que liberta e aprisiona, tu selas eu em mim mesma e nunca, nunca me julgas.Paciente és tu. A espreita também do comodismo, alhiado da ignorância, porque teimas a querer dizer-me quem sou, como se eu não soubesse?Querido papel em branco, de ardente desejo é roubar-lhe a identidade, não suportar ver-te como és, tão fresco e profundo, de tanto amor que tenho por ti quero sempre marcar-te de mim. De que ainda nada digam minhas palavras, elas existem, e isso é tudo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

tentativa poética

,quanto tempo leva um piscar? dentre tantas outras coisas a adentrar, tudo, o que ainda parece pouco pra descrever, permanece intacto, no espaço profundo de um tempo em branco,... ... se, de movimento tão intenso, que foge ao sopro ágil de um piscar ...de consequência, aos olhos restam deixar de fechar,... se, é nesse momento ínfimo (dado que é da pequenez que a vida brota), que a alma se afaga, apertando-se em conter aquilo que está a ponto de explodir

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

entreportas

Apaixonei-me pelas palavras... ...Lendo amigos antigos, de repente quase, por um instante, desconheci-me. Ou, desconhecia-me, em algum passado ao lado... De onde me encontro agora, posso ver quase toda minha vida, ...toda a vida, se produzindo no agora, pra eternidade. parece, que acordei de um sonho bom, um sonho de risos e festas, ...e aquilo, o que ainda é, transformou-se de súbito na imagem do reflexo. a construção, a distância, o nada.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

paradigmas existenciais

Quando nos colocamos em uma posição de presentes na estrutura dinâmica, como seres que estão a frente a tela em branco, com o pincel e tinta na mão, dispostos e confiantes que podemos pintar o melhor quadro, melhor em nossa concepção de melhor. Somo sinceros conosco, agimos em prol de nosso melhor, ou da concepção do que é melhor. Concepção, conceito ação. Interfiro na realidade, porque me sinto disposto e confiante, confiante da concepção do melhor. Interfiro, porque constato que algo não está bom o bastante, que minha interferência, na concepção do que pode melhorar, insere a verdade naquele momento. Interfiro porque estou presente, consciente da realidade que se coloca a frente, a tela em branco. Consciente do inconcluso, inacabado, enxergo o em branco. Interfiro, porque a realidade que se apresenta, em branco me pertuba. Conflitua com a concepção que construi até aquele momento. Interfiro, quando me faço parte da construção da realidade, também, quando permito que seja um agente, parte do processo. Permito-me intervir na inércia, quando assumo a permissão. Na inércia permitida por mim próprio. Sou interventor da realidade, decido e permito. Quando intervenho na realidade, como um eu e um outro ao mesmo tempo, desconstruo o individualismo, a violência. Intervenho, como passo para o melhoramento, do eu e do outro. Negar o outro, na ascensão, no melhoramento, é negar ao eu. Anular a existência, própria, de si. Essa posição gera sofrimento, como a representação do não desejo, do não querer, da não vontade própria do si, como algo que não permito. O sofrimento do outro, é sofrimento quando permito que seja. Quando permito, assumo, decido, opto. Intervenho na realidade, sou presente com o outro, junto. Quando assumo o sofrimento do outro, assumo a existência, do outro, do eu. Assumo e posiciono-me, sou, com o pincel e a tinta, frente à tela em branco. Assumir a presença, como a impossibilidade de não assumir a não presença, quando assumo a não presença, o não assumir, ainda decido, assumir o não assumir. Quando?